O multimáquina vai parar minha lavanderia?
Por José Alves, fundador da Único Dosadores especialista técnico
Essa é a maior objeção de quem pensa em centralizar a dosagem: se tudo passa por um equipamento, parar ele não para a lavanderia inteira? O José responde com uma analogia que todo mundo entende, a do carro bem cuidado, e mostra por que o medo só se concretiza quando o equipamento é negligenciado.
O que você vai aprender
- Por que o risco de parada está ligado à falta de manutenção, não ao multimáquinas
- A diferença entre manutenção preventiva, preditiva e corretiva
- Por que peças de reposição são o seu "estepe" e resolvem a parada em minutos
- Por que o multimáquinas avisa a falta de água (e o sistema convencional não)
A pergunta é legítima: com 4 máquinas atendidas por uma única caixa de bomba, parar o equipamento para toda a operação. Mas o José usa uma comparação certeira: é como um carro. Quem tem um carro de que gosta faz revisão, troca óleo, cuida dos pneus e dos freios, justamente para não ficar parado na estrada com a família dentro. O multimáquinas é igual: se você faz a manutenção preventiva e preditiva e mantém as peças de reposição, ele não te deixa na mão.
A parada total só acontece quando o equipamento é abandonado, quando se pula a manutenção preventiva e preditiva e só resta a corretiva no pior momento. Com as peças vitais em estoque (controlador, IHM, kit de válvulas, tubo peristáltico, válvula de retenção, mangueiras), uma eventual corretiva é resolvida em 30 minutos ou menos, em vez de horas. Essas peças são o estepe do equipamento: assim como o carro vem com estepe e macaco para o caso de furar o pneu, o multimáquinas precisa do seu kit de reposição na lavanderia (ou no carro do técnico, no caso de indústrias de químico).
Há ainda uma vantagem sobre o sistema convencional: quando falta água, o multimáquinas avisa na tela (falha de fluxo por máquina), evitando o caos de vários dosadores convencionais estourando tubulação ao mesmo tempo. E a periodicidade de manutenção se define pelo uso: criando um histórico, você troca o tubo peristáltico e afere as vazões antes que o desgaste cause relave. O tubo peristáltico se gasta como pneu de carro: quanto mais roda, mais desgasta, então a aferição preventiva mantém a dosagem sempre correta.
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